HOBBIT WEEKLY · Tradução completa
Pais no borda do campo: 7 erros que prejudicam discretamente a confiança do seu filho
Josselin Lebreton ↗Traduzido do francês
Para treinadoresVale a pena compartilhar na sua próxima reunião de pais: os sete hábitos são fáceis de identificar num sábado e cada um vem com uma alternativa concreta.
Você ama seu filho. Você está lá no sábado de manhã, na chuva, com um café morno na mão. Você quer que ele se divirta, que evolua, que tenha sucesso.
E, no entanto, sem querer, talvez você esteja tornando a partida mais pesada para ele.
O comportamento dos pais à beira do campo é um dos assuntos menos comentados e que mais pesam na confiança de um jovem jogador. Esses erros não são os dos "pais chatos" que a gente vê gritando na lateral. São erros discretos, bem-intencionados, quase invisíveis, e é por isso que duram.
Abaixo, os 7 erros mais frequentes, o que a criança sente, e o reflexo a adotar em vez disso.
Por que sua atitude à beira do campo importa tanto
Uma criança que joga não fica só correndo atrás de uma bola. Ela tenta, erra, recomeça. É assim que ela aprende.
Mas, para ousar tentar, ela precisa de um ambiente onde o erro é permitido. O olhar dos pais faz parte desse ambiente, muitas vezes mais do que o do educador, porque é o olhar que ela procura primeiro.
Uma criança que sente que o pai ou a mãe espera algo dela joga menos para jogar e mais para não decepcionar. Ela arrisca menos, se esconde, evita a bola nos momentos importantes. Você não vê nada disso da beira do campo. Ela vive isso por dentro.
Aqui estão os 7 erros.
Erro nº 1: treinar da beira do campo
É o mais comum, e quase sempre é dito com um sorriso: "Passa!", "Avança!", "Chuta!", "Volta!"
O que a criança vive: ela recebe duas vozes ao mesmo tempo, a do educador e a do pai ou da mãe. Quando elas não dizem a mesma coisa, ela escolhe quem decepcionar. E acaba jogando para evitar o próximo grito, não para ler o jogo.
Tomemos o exemplo de um jogador de U11 que hesita entre passar e driblar. Três vozes lhe dão três instruções diferentes, uma delas vinda da lateral. Ele não faz mais nem uma coisa nem outra.
O reflexo: uma só mensagem, "Joga, se diverte". As instruções pertencem ao educador. Você incentiva o esforço.
Erro nº 2: reagir emocionalmente aos erros
Um suspiro. Os braços que se levantam. A cabeça que baixa. Você não diz nada, mas seu corpo fala.
O que a criança vive: ela lê suas reações mais rápido do que lê o jogo. Depois de um erro, ela procura você com o olhar antes mesmo de se ocupar da bola. E, se lê decepção, o próximo erro será ainda mais difícil de lidar.
O reflexo: mantenha um rosto neutro. Aplauda o empenho tanto quanto o sucesso. Um desarme errado, mas tentado, merece aplauso.
Erro nº 3: falar imediatamente depois da partida
O apito final soa. Seu filho acabou de dar tudo o que tinha. E aí, assim que sai do campo: "Por que você não...", "Você deveria ter..."
O que a criança vive: no calor do momento, ela está cansada, muitas vezes frustrada ou excitada demais. Ela não está em condições de ouvir uma análise. Ela ouve sobretudo uma repreensão, mesmo que bem-intencionada.
O reflexo: "Gostei de te ver jogar." Depois, silêncio. Se seu filho quiser falar sobre isso, ele virá. Se não, a regra das 24 horas é simples: a conversa fica para o dia seguinte.
Erro nº 4: reclamar dos árbitros ou dos treinadores
"Ele não viu nada, esse árbitro." "Sinceramente, por que ele não o coloca para jogar?"
O que a criança vive: ela aprende duas coisas. A primeira, que quando as coisas não vão bem, a culpa é dos outros. A segunda, que o educador, aquele que deveria ensiná-la, talvez não seja digno de confiança. Nos dois casos, ela perde um ponto de apoio.
O reflexo: diante da criança, respeito, sempre. Uma discordância com o educador? Espere o dia seguinte e fale diretamente com ele, com calma, nunca à beira do campo e nunca na frente do seu filho.
Erro nº 5: comparar os jogadores
"Olha como ele corre." "Seu amigo já marcou três vezes." Mesmo dito com carinho, mesmo para "motivar".
O que a criança vive: a comparação diz a ela que está sendo julgada em relação aos outros, e que não é suficiente. Ela transforma os companheiros em concorrentes e o prazer de jogar em classificação.
O reflexo: compare seu filho com ele mesmo de três meses atrás. "Você evoluiu nos seus passes desde o verão." Nunca com um companheiro, nunca com um irmão, nunca com um jogador profissional.
Erro nº 6: transformar cada partida em avaliação
"Então, que nota você tirou?" "Você marcou?" "Vocês ganharam?" As três primeiras perguntas na volta da partida, todos os fins de semana.
O que a criança vive: se cada partida resulta em um balanço, ela entende que jogar é fazer uma prova. O sábado deixa de ser um jogo, é uma prova da qual ela presta contas.
O reflexo: substitua a nota por uma pergunta aberta. "O que te deixou feliz hoje?" "Qual foi o seu melhor momento?" Você vai aprender muito mais do que com um placar.
Erro nº 7: ligar o orgulho ao desempenho
É o mais sutil, e sem dúvida o de maiores consequências. "Estou orgulhoso de você, você marcou." "Parabéns, vocês ganharam!"
O que a criança vive: ela deduz que o seu orgulho depende dos resultados dela. Então, nos dias sem gol, sem vitória ou sem sucesso, ela se pergunta se ainda te deixa orgulhoso.
O reflexo: fique orgulhoso dela porque ela é ela. A presença, o esforço, a atitude, a forma de ajudar um companheiro caído. "Estou orgulhoso de você. Ponto." Sem o "porque".
Resumo: os 7 erros e o reflexo a tomar
Erro | O que a criança sente | O reflexo
- Treinar da lateral | Duas vozes contraditórias | "Jogue, divirta-se"
- Reagir emocionalmente aos erros | Medo de decepcionar | Rosto neutro, aplaudir o esforço
- Falar logo depois da partida | Uma repreensão, mesmo bem-intencionada | Uma palavra carinhosa, depois silêncio
- Reclamar dos árbitros ou treinadores | Perda de referências | O respeito, e o diálogo no dia seguinte
- Comparar os jogadores | Não é bom o bastante | Compará-lo a ele mesmo
- Avaliar cada partida | O jogo vira um exame | Perguntas abertas
- Ligar o orgulho ao desempenho | Amor condicionado aos resultados | Orgulho sem condição
As frases que ajudam antes, durante e depois
Não dizer muitas coisas não significa não dizer nada. Aqui estão algumas referências simples:
- Antes da partida: "Divirta-se bastante." "Estou contente de te acompanhar."
- Durante a partida: "Bravo, time!" Ou simplesmente uma palma.
- Depois da partida: "Gostei de te ver jogar." "Você quer que a gente fale sobre isso ou não?" "Você está com fome?"
Um último conselho para o trajeto de volta: deixe a sua criança escolher. Se ela quer música, coloque música. Se ela quer falar da partida, escute sem corrigir.
O que um educador observa no campo
Vamos pegar o exemplo de um grupo de U12 num sábado de manhã. Um jogador recupera a bola no seu campo, hesita, perde a bola. Ele não olha para o seu educador. Ele olha para a lateral.
Esse momento, o educador o vê todas as semanas. Uma criança que procura primeiro o olhar dos pais depois de um erro já carrega uma pressão que não deveria carregar.
Ao contrário, uma criança que se sabe apoiada aconteça o que acontecer toma iniciativas com mais facilidade. Ela ousa driblar, ousa pedir a bola, ousa errar, e é isso que a faz progredir.
Auto-teste: e você, em que ponto está?
Se você marcou uma caixa ou várias, bem-vindo ao clube. Você é um pai, não um pai ruim.
FAQ: pais à beira do campo
Um pai tem o direito de incentivar durante a partida?
Sim, e é desejável. A questão é saber o que dizer. Incentive o time e o esforço ("Vamos, todos juntos!") em vez de dar instruções de jogo ("Passa!", "Chuta!").
O que dizer ao meu filho depois de uma derrota?
Menos do que você imagina. "Gostei de te ver jogar" basta. Dê tempo a ele, e proponha falar da partida de novo no dia seguinte se ele quiser.
Como reagir se eu não concordo com o educador?
Espere, respire, e contate o educador fora do campo e fora da presença do seu filho. Apresente o que você observou e faça perguntas em vez de repreensões.
Meu filho me pede a minha opinião sobre a partida dele. O que fazer?
Responda honestamente, começando pelo que foi bom, e depois faça uma pergunta: "Você, o que achou?" Ele está pedindo, então é o momento certo.
Meu filho é muito bom. Devo pressioná-lo mais?
Não é o seu papel pressioná-lo. O papel dele é querer. O seu papel é oferecer a ele um lugar seguro para errar, inclusive quando ele é talentoso.
Como falar disso com os outros pais sem magoá-los?
Proponha uma carta de princípios ao clube em vez de uma observação individual.
Em resumo
O melhor pai na lateral não é o que sabe mais sobre futebol. É o que dá ao filho o direito de errar.
Incentive, não treine. Aplauda o esforço, não apenas o resultado. Deixe passar 24 horas. Respeite quem comanda. E fique orgulhoso dele, sem condição.
josselinlebretoneducateur.com
Traduzido na íntegra por IA para que os treinadores leiam no seu idioma. Os direitos continuam com o autor e o veículo original; para qualquer detalhe importante, consulte o original.
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