Um treinador de U7 está esgotado com jogadoras que não querem estar ali e pais que tratam o treino como babá. A maioria das respostas aconselha deixar claras as expectativas para os pais, exigir que um responsável fique e colocar a diversão como prioridade acima do desenvolvimento técnico.
Um guia de formação de treinadores explica como pais-treinadores podem apoiar o próprio filho sem adicionar pressão, por meio de limites e tratamento igualitário. Propõe uma regra de 15 minutos após as partidas para falar de futebol, critérios objetivos para minutos e correções, e lista sinais de alerta como seu filho ficar irritado nos dias de treino.
O treinador Josselin Lebreton lista sete comportamentos bem-intencionados dos pais na beira do campo, de instruções técnicas a ligar o orgulho aos gols, e dá um reflexo melhor para cada um. Entre os exemplos estão ficar em silêncio logo após o apito final e comparar a criança apenas com o seu próprio eu do passado.
Dois formadores brasileiros de treinadores defendem que o esporte de base está sendo organizado em torno das expectativas dos adultos e não da criança. Eles descrevem famílias que se dividem para mudar um menino para outra cidade, calendários lotados de treinos e competições, e uma especialização precoce que o professor Wilton Santana chama de hiperespecialização.
Um guia de futebol de base diz que os treinadores devem definir as regras com os pais antes da temporada, e não reagir quando os problemas explodem. Recomenda uma reunião no início da temporada, um grupo de WhatsApp usado apenas para avisos e nada de falar de um jogo por 24 horas após o apito final.